E se o Sporting recorresse novamente à MLS?

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Três meses passaram desde que os New England Revolution celebraram um acordo estratégico com o Sporting Clube de Portugal, cenário que sugere uma agilização na cedência de futebolistas entre os dois emblemas. Numa altura em que os rumores e as movimentações do mercado de inverno já se fazem sentir um pouco por toda a parte, tentámos perceber que jogadores dos vice-campeões da MLS poderiam ser úteis ao conjunto leonino.

O impulso inicial leva-nos a procurar soluções para o eixo defensivo, por se tratar do setor que tem trazido mais dissabores ao técnico Marco Silva. Nos Revolution encontramos José Gonçalves, capitão de equipa e principal referência da linha mais recuada, e o seu parceiro habitual AJ Soares. O central português chegou a ser eleito Defesa do Ano em 2013, mas tanto ele como Soares não iriam oferecer nada de novo ao plantel sportinguista.

Debrucemo-nos então sobre as duas figuras mais proeminentes de 2014. Ambas atuam no tridente centrocampista em New England, e chamam-se Lee Nguyen e Jermaine Jones. O primeiro é um médio criativo que apresenta qualidade técnica, embora esse mesmo talento se extinga naquilo que vai para lá da atual dimensão competitiva da MLS. Aos 28 anos, Nguyen pouco mais poderia dar ao Sporting do que Diego Valeri deu ao Futebol Clube do Porto em 2009. Já no que diz respeito ao seu colega Jones, tanto a estória como a problemática diferem. Apesar da sua idade (33 anos), Jones seria hoje titular indiscutível do emblema de Alvalade e traria consigo uma certa pujança e robustez que não abundam no meio-campo verde-e-branco. No entanto, o preço de uma eventual transferência seria sempre proibitivo.

Existem afinal elementos dos New England Revolution potencialmente úteis ao Sporting? Sim, pelo menos um: Andrew Farrell. Seleção inaugural no Superdraft de 2013, o nº2 do franchising de Boston tem correspondido às expetativas criadas aquando da sua chegada à competição. Com 22 anos, soma mais de 60 jogos em duas épocas, maioritariamente ocupando a lateral direita defensiva, embora possa também atuar como defesa central. A grande questão que muitos treinadores e comentadores norte-americanos colocam invariavelmente prende-se com a melhor posição de Farrell. Será melhor central do que lateral? Na equipa que representa atualmente, é na direita que melhor serve os interesses do treinador Jay Heaps (sempre com estatuto de titular), e penso que será aí a zona do terreno onde se irá fixar de forma mais ou menos definitiva. A barba desgrenhada que Farrell exibe orgulhosamente não é o seu aspeto mais interessante enquanto futebolista, mas sim a sua capacidade de aliar a força física à velocidade, como se de um jogador de futebol americano se tratasse. As suas características naturais tornam-no um lateral ofensivo, mas que ainda assim denota competências defensivas bastante interessantes (bom no jogo aéreo). A primeira chamada à seleção dos Estados Unidos deverá acontecer já este mês, e promete repetir-se em futuras ocasiões.

Outro jogador a observar nos Revolution é Diego Fagundez. O extremo uruguaio não teve tanto protagonismo na última época como em 2013, mas a exuberância permanece no jovem de 19 anos. Quer fique no plantel ou não, a próxima temporada terá de ser um ano de confirmação para um dos talentos mais promissores da Major League Soccer.

Fotografia: wvhooligan.com

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