LA Galaxy vence a MLS Cup 2014

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Na Major League Soccer, há narrativas que viram clichés. É a terceira vez na história da competição que LA Galaxy e New England Revolution se defrontaram na grande final, e o desfecho voltou a desenrolar-se em moldes incrivelmente idênticos: triunfo da equipa californiana consumado após prolongamento. Carlos Ruiz resolveu em 2002, Guillermo Ramírez em 2005. Desta vez, o golo decisivo foi apontado pelo Jogador Mais Valioso da temporada, Robbie Keane. 

Acima de tudo, a MLS Cup serviu para testemunhar registos históricos de substancial importância. Os LA Galaxy são agora o emblema com mais títulos conquistados (cinco), sendo que três deles aconteceram nos últimos quatro anos, sempre sob o comando do técnico principal Bruce Arena. No seu jogo de despedida, Landon Donovan deixa um legado sensacional composto por seis MLS Cup e recordes máximos de golos (144) e assistências (136) na prova. Do lado dos vencidos, importante referir que esta foi a quinta presença dos New England Revolution no jogo decisivo. A derrota apresentou-se sempre como denominador comum, fator que torna o emblema de Boston o mais vencido em finais.

Ainda se ouviam os ecos do “Star Spangled Banner” interpretado por Aloe Blacc antes do apito inicial, e já Robbie Rogers tinha ficado perto de inaugurar o marcador. Valeu a intercepção providencial de Scott Caldwell em cima da linha para evitar o tento madrugador.

Tendo em conta que estávamos perante os finalistas de MLS Cup, a qualidade técnica da primeira parte deixou um pouco a desejar. Nota positiva para algumas combinações interessantes desenvolvidas pela dupla dinâmica Zardes-Keane, embora sem resultados práticos. A baliza contrária apenas assistiu a uma veloz aproximação de Charlie Davies aos 23’, interrompida no momento certo por AJ DeLaGarza.

À semelhança do que aconteceu na segunda mão da Final da Conferência Oeste, os LA Galaxy marcaram bem cedo na segunda metade. No decurso de mais uma incursão quase involuntária pela direita, embora seja esta a faixa privilegiada no jogo dos californianos, Stefan Ishizaki encontra Gyasi Zardes que controla bem e finaliza ainda melhor com o pé esquerdo já dentro da pequena área. 

Jaime Penedo demonstrou concentração perante Teal Bunbury aos 67’, mas foi Robbie Keane aquele que esteve mais perto do golo logo a seguir. Isolado por Marcelo Sarvas, consegue fazer um túnel a José Gonçalves e obrigá-lo a sentar na relva antes de disparar contra a perna direita do guardião Bobby Shuttleworth.

Kelyn Rowe ainda tentou rematar de longe, mas a grande oportunidade dos Revolution só surgiria a onze minutos do fim do tempo regulamentar. Felizmente para os homens de New England, foi concretizada. Gonçalves lança longo na esquerda Patrick Mullins que por sua vez assiste Chris Tierney. O lateral canhoto arriscou uma rara incursão ofensiva até á grande área, e mostrou-se composto o suficiente para não a desperdiçar. Entretanto, Shuttleworth de um lado e a barra do outro impediram Ishizaki e Bunbury respectivamente de evitar o prolongamento.

Na meia-hora que se seguiu, Jermaine Jones esteve perto de assinar um golo similar ao que marcou no Campeonato do Mundo diante de Portugal, Mullins podia ter culminado a época de estreante com um tento histórico, e por pouco que Donovan num livre directo não colocou o seu nome na lista de marcadores na sua derradeira partida. Mas o destino tinha um encontro marcado com Robbie Keane, e não iria faltar. Sarvas isola mais uma vez o avançado irlandês, que não precisou de terceira chance para encostar a bola no fundo das redes.

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O Jogador Mais Valioso da MLS em 2014 Robbie Keane assumiu o seu estatuto e decidiu a grande final com o golo vitorioso. Ao seu lado, Gyasi Zardes demonstrou qualidade e inteligência nos momentos ofensivos, tendo aproveitado o jogo para quebrar a seu jejum de 783 minutos sem marcar. Marcelo Sarvas teve sempre a mira afinadíssima que originou uma assistência para golo. A inspiração nos momentos defensivos coube a AJ DeLa Garza, autor de um corte espectacular aos 25’. Pela negativa, o desacerto constante no passe de Omar Gonzalez, o nervosismo exagerado de Juninho, e por último, Landon Donovan, que passou ao lado no seu último jogo. Do lado dos vencidos, apesar do resultado negativo, não existem exibições assumidamente negativas.

Os New England Revolution tiveram mais bola (56,3%), mas a noite menos boa de Lee Nguyen retirou a criatividade necessária para lutar por algo diferente. Jermaine Jones mandou no meio-campo como é seu apanágio, e contou com a colaboração da prestação agradável e segura do jovem trinco Scott Caldwell. A entrada de Patrick Mullins trouxe a irreverência necessária à frente de ataque. Teal Bunbury foi dos mais intervenientes e inconformados. Charlie Davies desta vez inconsequente, ao contrário do que aconteceu na segunda mão da Final da Conferência Este, onde bisou.

Homem do Jogo: Jermaine Jones (New England Revolution)

Fotografias: Facebook MLS

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