Os melhores da Major League Soccer até agora

Orlando vai receber mais uma edição do MLS All-Star Game, com o Atlético de Madrid a ser o adversário escolhido para enfrentar as figuras de proa da principal competição de clubes norte-americana. Contudo, nem sempre as individualidades que sobem ao relvado do lado anfitrião são as que melhor se exibiram durante a primeira metade da época. Entre os diferentes critérios de escolha do plantel, para os quais contribuem os adeptos, o treinador designado e o comissário da Major League Soccer, as estrelas internacionais acabam sempre por sobressair, ignorando invariavelmente óptimas campanhas de nomes menos sonantes. Sendo assim, e para não induzir o futuro espectador do evento em erro, o Soccer em Português dá a conhecer o melhor XI do campeonato até agora. Apenas o trio ofensivo do seguinte alinhamento consta da constelação que defrontará o Atlético de Madrid.

Guarda-redes

BILL HAMID (DC United)

Mesmo com a troca de seleccionador, Hamid continua estranhamente a não fazer parte das opções para a baliza norte-americana, somando apenas meia-dúzia de internacionalizações aos 28 anos. O guardião do DC United falou sobre o assunto recentemente, declarando abertamente a sua superioridade face às restantes unidades habitualmente convocadas. Hamid não é o melhor guarda-redes norte-americano da actualidade, pois Zack Steffen encontra-se uns furos acima, mas compreende-se a frustração. O melhor guarda-redes da MLS em 2019 tem todas as condições para merecer mais oportunidades, e já nos compromissos da Liga das Nações em Outubro.

Defesa-esquerdo

RYAN HOLLINGSHEAD (FC Dallas)

Há pouco mais de dois anos, Hollingshead partiu o pescoço ao ser atingido por um carro enquanto tentava ajudar outro condutor, interrompendo o que estava a ser um começo promissor no conjunto texano. Meses depois, contra todas as expectativas, regressou aos relvados. Hoje, é o lateral-esquerdo que melhor tem jogado na primeira metade da Major League Soccer. Um exemplo inegável de superação, de alguém que não se coíbe de colocar a agressividade em campo. Óptimo no jogo aéreo, e defensivamente competente, Hollingshead destaca-se sobretudo pelo seu espírito de equipa, que se reflecte também na polivalência que continua a evidenciar.

Defesa-direito

LEONARDO JARA (DC United)

Emprestado no início do ano pelo Boca Juniors, este lateral argentino lidera a corrida para aquisição defensiva do ano. Uma das razões que justificam o sucesso colectivo do DC United na presente temporada, previamente discutido pelo Soccer em Português, tem sido a parceria do corredor direito constituída por Leonardo Jara e Paul Arriola. Futebolista incansável, capaz de acompanhar transições ofensivas e defensivas, driblar, conter e desmarcar durante os 90 minutos, empurra a equipa para a frente com pujança nos instantes finais, se necessário. Soma 5 assistências para golo.

Defesa-central

FRÉDÉRIC BRILLANT (DC United)

Mais um jogador do DC United na melhor equipa da prova, e novamente pertencente ao sector defensivo, algo que ilustra a qualidade do conjunto orientado por Ben Olsen nessa variante. Quando Brillant chegou aos Estados Unidos em 2016, pela mão do então técnico do New York City FC, Patrick Vieira, muitos desconfiaram de um currículo baseado em equipas modestas do futebol belga. No entanto, mesmo sem um estilo de jogo extasiante e vistoso, Brillant conseguiu assumir-se como um dos defesas mais consistentes da MLS. A sua veteranice e capacidade física tornaram-se utilitários decisivos para o DC United, clube faminto pelo regresso à luta por títulos.

Defesa-central

MILES ROBINSON (Atlanta United)

Vice-campeão universitário em 2015, Miles Robinson despertou a curiosidade de muitos emblemas da Major League Soccer bem cedo, acabando por ser a segunda escolha do Draft em 2017. Assinou pelo Atlanta United, onde foi inicialmente direccionado para o clube satélite, e pouco depois, para as reservas. Actuou em algumas partidas já em 2018, sagrando-se campeão da MLS, e este ano subiu um novo degrau. No sistema de três defesas adoptado pelo recém-chegado Frank De Boer, Robinson surge como titular habitual. Esta seria a época decisiva para comprovar o potencial do jovem norte-americano, e Robinson continua a demonstrar margem de progressão num palco exigente. Aos 22 anos, pode entrar na corrida para a nomeação de Defesa do Ano.

Médio-defensivo

HARIS MEDUNJANIN (Philadelphia Union)

Muito do êxito inesperado que o Philadelphia Union tem vindo a experienciar esta época explica-se pela calma influência de Medunjanin. O veterano bósnio é o garante do equilíbrio a meio-campo, e talvez um dos futebolistas mais sub-valorizados de toda a competição. Constrói melhor do que destrói, e boa parte das movimentações ofensivas da equipa começam numa distribuição feliz de Medunjanin. Sempre que se aproxima um pouco mais da baliza adversária, o seu remate de longa distância vira uma verdadeira ameaça.

Médio-centro

EDUARD ATUESTA (Los Angeles FC)

Pese embora o potencial detectado pelos olheiros do emblema californiano, a verdade é que quando Atuesta saiu do Independiente Medellin por empréstimo, a ideia seria a de render o português André Horta. Porém, o jovem colombiano foi agarrando as oportunidades com unhas e dentes, e acabou mesmo por assumir meritoriamente a titularidade, e justificar a compra a título definitivo. Com oito assistências para golo, Atuesta corrobora o seu estatuto de óptimo distribuidor, capaz de fazer uso da qualidade de passe em momentos-chave no último terço do terreno. Um jogador que poderá vir a fazer parte dos planos de Carlos Queiroz muito brevemente.

Médio-ofensivo

CARLES GIL (New England Revolution)

Porventura a ausência mais difícil de explicar deste All-Star Game. Gil chegou no começo do ano, oriundo do Deportivo La Coruña, e o impacto positivo foi imediato. Mesmo durante a sequência inicial de resultados negativos que conduziu à saída do técnico Brad Friedel, o médio espanhol fazia por colocar o seu nome na lista dos melhores em campo. Agora com a chegada de Bruce Arena, e uma série de dez jogos sem perder, Gil ganha uma nova preponderância. Oito golos, igual número de assistências, e o estatuto de ser um dos intérpretes mais virtuosos da competição. A nomeação para Jogador mais Valioso do Ano é um cenário bastante provável.

Extremo-esquerdo

DIEGO ROSSI (Los Angeles FC)

(Ler ‘Vela &Rossi’ e actualizar estatística de há duas semanas atrás com mais um golo marcado).

Extremo-direito

CARLOS VELA (Los Angeles FC)

(Ler ‘Vela &Rossi’ e actualizar estatística de há duas semanas atrás com mais três golos e uma assistência). O mexicano tem tudo para garantir o prémio de Jogador Mais Valioso do Ano.

Ponta-de-lança

Josef Martínez (Atlanta United)

Quer seja no estilo alucinante de Martino, ou numa forma de jogar mais ponderada com De Boer, Martínez garante sempre golos em quantidades industriais. Este ano é o segundo melhor artilheiro da prova com 17 tentos, e o seu palmarés de goleador impressiona qualquer céptico. O internacional venezuelano assinou 67 golos em 74 encontros da Major League Soccer, entrando desta forma para o Top-40 de melhores marcadores de sempre, em pouco mais de duas temporadas. Veloz, imprevisível, letal, Martínez passou a ser dado como indescritível.

Melhor XI da MLS (até 31/07/2019)

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