Quem poderá travar o Atlanta United?

A nova época da Major League Soccer está prestes a iniciar, e o campeão em título Atlanta United parte na frente na corrida ao tão desejado troféu. Contudo, nada está ganho antes de começar, e impera a seguinte interrogação: quem serão os principais perseguidores nesta empolgante maratona que decorre até Novembro? Em jeito de antevisão, o Soccer em Português identificou um quarteto de candidatos à glória, e traçou-lhes sucintamente o perfil.

24 anos, 24 equipas. A Major League Soccer decidiu celebrar a sua 24ª edição com a integração de mais um franchising, o FC Cincinatti. Os caloiros da turma de 2019 podem não surgir como favoritos a grandes conquistas logo no primeiro ano de MLS, mas o entusiasmo que a cidade nutre pela sua nova equipa é algo que vale a pena acompanhar. Com este incremento do número de participantes, procedeu-se a uma alteração importante no formato competitivo da prova. Os clubes estarão distribuídos em duas conferências de doze, e os sete primeiros lugares de cada agrupamento oferecem o acesso aos Playoffs. Nesta fase decisiva (é aqui que reside a maior mudança), as eliminatórias deixam de ser a duas mãos, passando a ser disputadas no terreno do emblema que somou mais pontos no decurso da Fase Regular.  

Apesar do tropeção sofrido na estreia oficial de Frank de Boer, em jogo relativo aos oitavos-de-final da Liga dos Campeões (derrota por 1-3), o Atlanta United redimiu-se de forma categórica na segunda mão, goleando os costa-riquenhos do Herediano em casa por 4-0, e seguindo em frente na prova. Não existem dúvidas de que o plantel mais bem munido da Major League Soccer pertence aos rubro-negros, com alguma distância dos restantes oponentes, sobretudo após a confirmação da permanência de Darlington Nagbe. No balneário de Atlanta podemos encontrar o recém-eleito melhor jogador sul-americano ‘Pity’ Martínez, o Jogador Mais Valioso e Bota de Ouro da última edição da MLS, Josef Martínez, os criativos Ezequiel Barco e Héctor Villalba, a promessa germânica Julian Gressel, entre outras peças valorosas. Os campeões em título merecem todo o favoritismo, embora exista uma grande interrogação no banco de suplentes, decorrente da saída de ‘Tata’ Martino. Será Frank de Boer o homem certo para o Atlanta United?

Mas se os detentores do troféu vão tentar confirmar o tal favoritismo indiciado previamente, é possível apontar três conjuntos em boa posição para contrariar todas as probabilidades. A começar pelo Los Angeles FC, franchising que caminha para a sua segunda temporada oficial, e que almeja replicar o feito do Atlanta United de sagrar-se campeão na segunda tentativa. Para tal, contará com a liderança do experiente técnico norte-americano Bob Bradley, e de Carlos Vela dentro de campo. 2019 será um bom ano para André Horta provar o seu talento, que parece não ter ainda atravessado o Oceano Atlântico, e para Diego Rossi emergir como um futebolista consagrado, e ao mesmo tempo, opção válida para a selecção uruguaia. Por último, o ex-internacional italiano Guiseppe Rossi está a treinar na Califórnia, e pode assinar a qualquer momento, oferecendo mais uma alternativa de qualidade a Bradley.

À lista de candidatos prevista inicialmente juntou-se nos últimos dias o Chicago Fire, muito por via da contratação bombástica do internacional argentino Nico Gaitán. O trabalho do treinador Veljko Paunovic em Chicago tem sido marcado pela inconsistência, com péssimos resultados em 2016 e 2018, ao passo que 2017 acabou por ser um ano positivo. Na sua quarta tentativa, o sérvio tem à sua disposição o melhor plantel desde que chegou ao clube, e caso as coisas não corram pelo melhor, o mais provável é que não exista espaço para uma quinta oportunidade. O sector mais recuado será um ponto fraco a considerar, com o ex-sportinguista Marcelo no topo da hierarquia, mas uma equipa que consiga reunir Gaitán, Nemanja Nikolic, Bastian Schweinsteiger, Aleksandar Katai e Przemyslaw Frankowski no mesmo onze, configura-se uma ameaça constante, capaz de se bater nos terrenos mais difíceis.

Desde o distante ano de 2007 que o DC United não surgia em antevisões da Major League Soccer na qualidade de emblema com capacidade de disputar os lugares cimeiros. O segundo clube com mais títulos da história da competição (quatro) aparece finalmente num posto que corresponde ao seu honroso palmarés, nem que seja na pole-position. No comando técnico desde 2010, Ben Olsen raramente teve a chance de trabalhar com grandes orçamentos, mas nos últimos três anos, o investimento tem vindo a crescer paulatinamente, e o treinador norte-americano revelou saber tirar partido desses cifrões adicionais. O Verão trouxe Wayne Rooney, que encaixou que nem uma luva, carregando a equipa até aos Playoffs, e o defeso trouxe um par de novidades igualmente entusiasmantes. Os argentinos Lucas Rodríguez (Estudiantes) e Leonardo Jara (Boca Juniors) estão preparados para oferecer uma nova dimensão competitiva ao DC United, que conquistou o legítimo direito de sonhar.

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