Fatai Alashe: o rookie promissor dos Quakes

Fatai Alashe, jogador norte-americano dos San Jose Earthquakes, é actualmente um dos rookies mais promissores da Major League Soccer. Começou no meio-campo, mas ultimamente tem revelado especial polivalência ao ocupar com competência o eixo defensivo do emblema californiano. Leia na íntegra a entrevista exclusiva com o jovem de 21 anos.

Durante a tua juventude no Michigan, o que te levou a escolher o futebol em detrimento de outros desportos mais populares como o basebol, o futebol americano, o hóquei no gelo ou o basquetebol?

O meu pai sempre gostou muito de futebol, e acabou por convencer-me a mim e ao meu irmão a jogar. A partir daí as coisas foram evoluindo, e continuei a jogar no liceu, na universidade, e agora aqui na MLS.

Qual foi a área da tua licenciatura na Michigan State University? Como foi fazer parte da equipa universitária dos Michigan State Spartans?

Formei-me em Economia. Foi bom. É um programa bastante bom porque tem o balanço certo entre a escola e o futebol. O futebol é muito importante, por ser aquilo que queres fazer no futuro, mas também tens de dar atenção ao lado académico, e eles certificam-se que tu cumpres com as tuas obrigações. No geral, tivemos um programa sólido para o futebol. A equipa portou-se bem, sobretudo nos meus últimos três anos. Estou certo de que contribuímos para a evolução positiva do programa, e espero que isso os tenha ajudado a recrutar mais jovens e a continuar a desenvolvê-lo.

Apesar de teres falhado o MLS Combine devido a lesão, foste a 4ª escolha no SuperDraft 2015. Estavas à espera disso?

Não posso dizer que estava à espera. Obviamente que à entrada de um Draft como esse, nunca se sabe o que poderá vir a acontecer. É um dia de loucos. Estava com a mente aberta, no mínimo. Quando não sabes onde vais jogar, resta-te descontrair e desfrutar o momento. Não tendo jogado no MLS Combine, ficas sempre um pouco preocupado porque ninguém te vê jogar. Felizmente, os Earthquakes apostaram em mim, e até agora tem sido benéfico para ambas as partes.

O treinador Dominic Kinnear descreveu-te como um “jovem Ricardo Clark”. Sentiste-te pressionado pela expectativa criada quando chegaste aos Earthquakes?

Não, nem por isso. Sem querer desvalorizar o que ele disse, penso que se tratou mais de uma comparação da forma como ambos jogamos. Foi só uma maneira de descrever o meu estilo de jogo, mas Ricardo Clark é sem dúvida uma referência, com a qual posso aprender.

Que jogadores admiras? Porquê?

Essa é uma boa questão. Existem obviamente grandes jogadores na Europa, assim como na própria MLS. Penso que nessa matéria, não passa tanto por admirar certos jogadores, mas mais por observar o que fazem diariamente. Podes aprender com isso, e tentar melhorar o teu jogo, tendo por base aquilo que observas, e tentando estudar o jogo. Aprender o máximo possível, especialmente quando és jovem, porque é nessa altura que aprendes mais.

A lesão de Pierazzi permitiu-te aparecer de uma forma mais constante no onze inicial, provavelmente mais cedo do que esperarias. Sentiste-te à altura da tarefa?   

Sim. Foi uma infelicidade, ninguém gosta de ver um jogador lesionado, mas penso que, não apenas eu, mas toda a equipa, sente confiança na capacidade dos colegas. Isso deve-se à equipa técnica, que dá confiança e oportunidades aos jogadores.

Como descreves Dominic Kinnear, um dos treinadores mais bem-sucedidos na MLS?

Ele é um óptimo treinador. Conhece o jogo bastante bem. É o primeiro a dizer-te que não é a pessoa mais inteligente do mundo, mas sabe do que fala. Ele já treina nesta liga há muito tempo, por isso tem muita experiência, e podes aprender muito com isso. Se tu ouvires com atenção o que ele diz quando fala contigo, verás que isso ajuda-te a melhorar. Não se chateia muito, e independentemente do momento de forma da equipa, ele continua no mesmo caminho, a tentar puxar pelos jogadores.

Foste o primeiro jogador a marcar no recém-inaugurado Avaya Stadium. O que achas do estádio novo?

Isso foi uma experiência divertida. É um daqueles golos que tem o dedo de todos os jogadores envolvidos. Ser o primeiro jogador a marcar lá é muito fixe. O estádio é bonito, e não existe grande coisa negativa a apontar. Temos um balneário óptimo, a atmosfera é incrível, e os adeptos estão a fazer um óptimo trabalho no capítulo do incentivo em todos os jogos. Diria que que se trata de um dos estádios mais bonitos da liga. Eles fizeram um bom trabalho, ansiamos sempre por jogar lá.

Como foi a experiência de participar no Torneio de Toulon com a selecção norte-americana sub-23?

Esse foi um torneio divertido. é sempre bom quando tens a oportunidade de viajar. Conseguimos ver um pouco de França, e a equipa era bastante boa. Acabámos em terceiro lugar no torneio. O início foi difícil, mas é natural quando tens jogadores que nunca jogaram juntos. A partir daí encarrilámos, e começámos a habituarmo-nos uns aos outros e a jogar melhor. No geral, penso que foi uma experiência bastante positiva.

Fotografia: mlssoccer.com

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