Três apostas ganhas do Superdraft

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A aposta cada vez mais expressiva no desenvolvimento de academias de formação por parte dos emblemas da Major League Soccer tem vindo a diluir progressivamente a influência global do Draft. Contudo, um trabalho competente na observação do talento universitário pode resultar em claros dividendos na composição do plantel. Veja-se o caso do Minnesota United, que na última temporada encontrou em Chase Gasper (15º) e em Hassani Dotson (31º) duas peças importantes na caminhada histórica até aos Playoffs. As primeiras rondas do Superdraft da presente época decorreram na passada quinta-feira, onde 52 futebolistas universitários foram seleccionados, pelo que o Soccer em Português dá a conhecer um trio especial de jogadores que estão preparados para brilhar já em 2020.

ROBBIE ROBINSON | Nº 1 | Inter Miami

O Superdraft arrancou sem grandes surpresas, com o melhor futebolista universitário do ano a garantir a primeira selecção. Robbie Robinson destacou-se na equipa da Clemson University que atingiu os quartos-de-final do torneio nacional, muito por via dos seus feitos ofensivos, fixados em 18 golos e 9 assistências. Embora se tenha mostrado ao mundo no papel de ponta-de-lança, Robinson demonstra mobilidade e técnica suficientes para derivar para uma das alas, se necessário. Pouco se sabe acerca da forma de jogar dos estreantes do Inter Miami, mas como acontece em qualquer clube novato por esta altura, o plantel ainda tem alguns espaços por preencher, e as oportunidades espreitam. Para já, o jovem argentino ex-Banfield Julián Carranza, e os internacionais norte-americanos Juan Agudelo e Jerome Kiesewetter, constituem a sua aparente concorrência na frente de ataque. Veremos como o técnico Diego Alonso gerenciará as suas opções ofensivas.

DARYL DIKE | Nº 5 | Orlando City SC

Muitos são os olheiros que não receiam em afirmar que Daryl Dike é o futebolista mais promissor a sair do Superdraft. Irmão mais novo do internacional nigeriano Bright Dike, avançado que chegou a vestir a camisola do Portland Timbers e do Toronto FC, Daryl acaba de sagrar-se vice-campeão nacional pela University of Virginia. Pode ser descrito como um ponta-de-lança portentoso, capaz de segurar a bola e actuar com propriedade de costas para a baliza. Forte no drible e no jogo aéreo, afirmou-se sobretudo enquanto uma unidade ofensiva completa, que tanto faz golo como distribui com qualidade. 10 remates certeiros e 8 assistências ilustram a sua época bem-sucedida. Chega a um plantel do Orlando City SC recheado de avançados, onde Dom Dwyer lidera a hierarquia dos ‘matadores’ violetas, mas com sérias condições de virar titular da equipa logo no ano de estreia. A pré-época servirá para o novo treinador Óscar Pareja perceber quais as opções atacantes a considerar, e Dike terá de mostrar credenciais logo desde o primeiro minuto.

HENRY KESSLER | Nº 6 | New England Revolution

Outro jogador fisicamente imponente oriundo da University of Virginia a assinar o seu primeiro contrato profissional, Henry Kessler corre o risco de vir a solucionar o problema que o técnico Bruce Arena tem no seu eixo defensivo. Nenhum dos centrais disponíveis é absolutamente indiscutível (nem mesmo Andrew Farrell, que tem vindo a cair de produção), cenário que coloca Kessler em condições de batalhar por minutos em New England. Impassível no jogo aéreo, deverá integrar grande parte das convocatórias da equipa deste ano. Na pior das hipóteses, somará minutos no novíssimo conjunto de reservas que milita no terceiro escalão norte-americano.

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